domingo, 1 de julho de 2012



Tudo bem, o inverno por aqui pode não ser tão rígido como em outros países. Mesmo assim, temperaturas mais baixas combinam com comidas consistentes. Uma salada, por exemplo, é menos apetitosa nesta época do ano do que no verão.
Além de pratos literalmente mais quentes, dias frios pedem vinhos encorpados, na maioria das vezes tintos. Mas isso não é uma regra. O sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato, autor do “Guia de Vinhos Larousse” e apresentador do programa “Adega Musical”, na Rádio Eldorado, explica que, em alguns casos, comidas próprias para o inverno, como uma sopa de peixe, devem ser harmonizadas com vinho branco.


Que características do vinho o tornam ideal para os dias frios?
Manoel Beato —
Além de mais encorpados, eles devem ser calorosos, tanto em termos de calorias quanto da sensação de calor que provoca na boca. Uma variação sutil no teor alcoólico faz a diferença. Os tintos costumam ter 13% de álcool, então um com 15 % já confere uma sensação mais quente.

A que temperatura o vinho deve ser degustado?
Manoel Beato —
O ideal é que as garrafas sejam mantidas em uma adega própria para vinhos, entre 12º C e 17º C. Pouco antes de servir, deve-se retirá-las da refrigeração para que a bebida atinja uma temperatura equilibrada. No caso dos tintos, ela pode variar de 16º C a 21º C dependendo do rótulo.

Considerando que nem todo mundo tem adega climatizada em casa, a geladeira pode ser uma alternativa?
Manoel Beato —
Se a pessoa não tiver uma adega em casa, pode, sim, conservar as garrafas na geladeira. A única desvantagem é que o rótulo acaba ficando danificado pela grande umidade. E, de novo, é preciso lembrar de retirar o vinho do refrigerador com uma certa antecedência.

Que tipo de vinho seria ideal para harmonizar uma fondue de queijo?
Manoel Beato —
Uma boa pedida são vinhos brancos, principalmente aqueles de bastante estrutura. Dê preferência aos feitos com uva Riesling. Algumas versões de tinto também vão bem com a fondue de queijo. Neste caso, eles devem ter boa acidez, mas não muito tanino. Dê preferencia àqueles feitos com uva Pinot Noir ou do Vale do Loire. Brasileiros não muito encorpados também são uma opção.

Os tipos de vinho perfeitos para os dias frios:

AMARONE (Veneto, Itália)
Vinho tinto aveludado e denso, com aromas e sabores de frutas secas, vermute e chocolate.
MALBEC ARGENTINO ENCORPADO
Tintos extremamente concentrados e intensamente frutados, com aromas e sabores de violeta e licor de frutas.
VINHOS DO PORTO E MADEIRA
Vinhos fortificados, aos quais se acrescenta aguardente vínica. A maior parte tem a doçura dos licorosos e acompanha bem sobremesas à base de chocolate.
BAROLO (Piemonte, Itália)
Extremamente encorpado, mas com textura fresca e vibrante fornecida pela acidez e pelos taninos firmes.
TINTOS DO ALENTEJO ENCORPADOS
Vinhos redondos, quentes e bastante macios. Têm aromas exuberantes, com notas de frutas e de especiarias.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tinto Luis Felipe Edwards

Ao chegar em casa pós um dia intenso de trabalho, nada melhor que relaxar com um bom vinho.

A refeição pela qual houvera acompanhado a noite, seria crepe, carne seca e creme de mandioca. O Luis Felipe Edwards, de vintage 2009 acompanhou bem o sabor, por final tendo uma harmonização equilibrada.

Embalagem elegante, o que faz imaginar a promessa de um excelente vinho. Não diria excelente, porém um vinho mediano que deixou muito a desejar. Cor bastante violácea, aroma de frutas vermelhas, sendo percebido um intenso odor de amora fresca. Passado por Barrica de Carvalho, de médio corpo e lágrimas intensas, apresentou-se muito amargo, chegando a ser, até, um tanto quanto desconfortável, porém, depois existe uma melhora, persistindo o sabor no paladar por um bom tempo. Se eu tivesse que dar uma nota de 0 à 10 daria 6,0.

Shiraz ou Shyrah, casta deste vinho, é uma uva tinta de superior qualidade, originalmente proveniente do Caucaso, e conhecida na antiga Pérsia, é talvez a uva vinifera mais antiga do mundo. O nome Shiraz vem da cidade de Shiraz (Iran), onde era muito cultivada na antiguidade. Trazida para o Ocidente, criou raízes "modernas".

Na França, a Syrah ocupa lugar de destaque no centro-leste e no sudeste; no Novo Mundo, a shiraz se destaca na África do Sul e na Austrália, sendo que o famoso Grange supera com facilidade a concorrencia, mesmo dos franceses.

São sempre vinhos saborosos e estruturados; acompanham bem pratos de carnes e aves, e queijos amarelos. Pode ser também uma boa opção para acompanhar fondues e soufflés. Uma outra combinação muito boa é com crêpes salgadas, podendo até acompanhar uma massa, mas vale lembrar uma certa cautela no tempero.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Os melhores e mais caros vinhos do mundo


Olá pessoal? Fiquei um tempo sem publicar novas postagens posto que meu braço estava quebrado, porém hoje voltaremos com um assunto bastante polêmico e pecuniar.
Muito se fala  que o melhor vinho esta relacionado com o preço, mas será mesmo que isso é verdade?

Ja foi dito, voltamos a repetir que isso é conversa para boi dormir. Vinho bom é aquele que agrada seu paladar, o vinho por si só tem personalidades diferenciadas, há quem diga que é possivel decifrar a personalidade de uma pessoa, associando-a com a preferecia de vinho escolhida. Gosto é gosto e isso não se discute. Hoje o vinho mais caro do mundo é o Romanée Conti, um francês de R$ 37.138,85 reais.

Evidentemente não se sabe qual foi o primeiro vinho, porém, atualmente, o mais antigo do mundo e recentemente aberto para degustação foi o Perrier Jouët 184 anos, quase 2 séculos. Será que quanto mais antigo melhor? Lógico que dependerá muito do tipo de vinho, existem vinhos que permitem e aceitam o "envelhecimento", ou seja, sua evolução, porém existem vinhos que não aceitam essa evolução sedo feitos para serem tomados jovens, através da maceração carbônica, os "nouveau" que são bebidas ligeiras a serem tomadas o quanto antes após o engarrafamento, caso contrário perderá a qualidade, estragará, restando a infelicidade.

Um fator que influencia de modo fundamental na evolução e envelhecimento do vinho é como o vinho é conservado, quais as condições climáticas, qual o micro ambiente que o vinho permanece e quanto este microambiente influenciará no seu envelhecimento saudável, sem sobressaltos, sem "stress".
 
O prestígio do vinho e também seu status como bebida nobre devem-se aos produtores do Velho Mundo (Velho Mundo é um termo generalizado e relativamente recente que define o mundo conhecido pelos europeus até ao século XV, ou seja, a Eurafrásia: os continentes europeu, africano e asiático e ilhas adjacentes). Lá estão os velhos sábios, os primeiros a entender o valor do terroir (local) e a importância de se estabelecer regras claras, bem definidas e cumpridas por todos os produtores de vinho, para haver qualidade inigualável.

O terroir, especialmente na França, é como a carteira de identidade do vinho. Quem aprecia um bom vinho e conhece sobre o assunto, sabe fazer distinções e consegue confirmar, na degustação, o que está no rótulo. Isso porque a bebida deve refletir sua origem, sua alma, seu terroir. Mais importante do que citar as uvas que compõem os vinhos é apontar o país e a região de onde eles vêm.

Por essas e outras razões, são francesas as grandes castas viníferas que hoje fazem a alegria dos enófilos do mundo inteiro. Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc e outras são castas francesas, mas cultivadas em muitos outros países e bem adaptadas a eles.

A França e seu vinho são sinônimos de capricho e rigor. Não por acaso, o país é a grande escola de enologia para produtores do mundo inteiro, ainda que países emergentes busquem novos estilos de vinhos.

O país é um produtor e consumidor, pois produz anualmente cerca de sessenta milhões de hectolitros e consome sessenta litros per capita. Com tanto vinho assim, é evidente que não basta ser francês para ser bom. Existe muito vinho francês de qualidade duvidosa, por isso, na hora da compra, é importante observar no rótulo a região e o produtor. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A cor do vinho revelando alguns de seus mistérios.

Uva, água, vitaminas, taninos, sais minerais, juntos quando fermentados, houvera se formado o nosso amado vinho, uma espécie de ouro, ou mesmo veludo que se derrama na taça apurando nosso paladar. Fonte de prazer e saúde, cada gota, carregam consigo, substancias que a décadas são alvos de estudos por cientistas.

Que o vinho possui segredos nenhum enófilo, enólogo ou sommelier têm dúvida a respeito. Existem 6 fases no exame visual numa degustação de vinho, são elas: limpidez, transparência, brilho, viscosidade, gás e cor.

A olho nu, como saber se o vinho é antigo ou não? Muito simples, porém a cor de um vinho deve ser examinada cuidadosamente, pois fornece informações importantes sobre o vinho. Depois da observação geral da cor, inclina-se a taça, e examina-se a superfície do vinho que tem forma elíptica.
Poderão ser identificadas duas regiões: a região central ou olho onde a cor é mais concentrada, e a borda periférica ou anel que tem cor menos concentrada, pois o volume de vinho é menor nessa região e a cor fica esmaecida.
Com o envelhecimento, os vinhos tintos vão tomando tonalidade alaranjada e chegam até à cor de tijolo. Embora o olho possa ainda estar vermelho intenso, a mudança começa a ser percebida no anel. Já nos brancos o envelhecimento provoca mudança de cor amarelo palha para dourado.
                                                                                                                              
                                                                                                                   
 






TINTOS JOVENS: De violeta pálido a rubi intenso
TINTOS MADUROS: De rubi pálido com reflexos alaranjados a marrom tijolo (âmbar)
BRANCOS JOVENS: De amarelo palha com reflexos esverdeados ou com reflexos dourados
BRANCOS MADUROS: De levemente dourado a intensamente dourado
ROSÉS JOVENS: De rosa claro à rosa escuro
ROSÉS MADUROS: De rosa escuro com reflexos dourados até ambar

As características de limpidez, viscosidade e transparência reunidas causam reflexos intensos nos vinhos, os quais podem apresentar um aspecto brilhante. Em princípio, não é um sinal absoluto de qualidade, mas os grandes vinhos em geral apresentam brilho intenso.

Um vinho correto não pode estar turvo, deve apresentar-se transparente. Isto pode ser constatado colocando-se por baixo da taça um papel contendo texto. Observando-se através do vinho deve-se conseguir ler a palavra. Vinhos deteriorados geralmente ficam turvos. Alguns vinhos após uma idade começam a acumular resíduos no fundo da garrafa, outros, não passam pela ultima filtragem para manter os resíduos da uva agregando mais estrutura ao vinho. Porem se não tivermos cuidado ao manusear a garrafa podemos espalhar esta matéria ao vinho deixando-o turvo. No caso de muita matéria no fundo da garrafa é necessário decantar o vinho

Alguns produtores têm reduzido ou evitado a filtração de seus vinhos, para preservar suas características e possibilitar uma maior complexidade e longevidade. Nesses casos, o vinho será um pouco turvo, e gerelmente isso estará informado no contra-rótulo.

Todo vinho deve apresentar viscosidade, que é uma certa aderência do líquido nas paredes da taça, Quando é agitada e colocada em repouso, o vinho escorrerá da parede da taça, lentamente, em filetes, denominados lágrimas, pernas ou arcos. A formação das lágrimas é devida à tensão superficial e evaporação de álcoois do vinho, especialmente o glicerol (também chamado glicerina). Um vinho com pouca densidade é um vinho "aguado", escorre rapidamente nas paredes da taça, o que indica que esse vinho terá pouco corpo, e não terá na boca aquela sensação aveludada.

A maioria dos vinhos no mundo são vinhos "tranqüilos", isto é, sem gás. Somente os vinhos espumantes (Champagnes, Asti, etc.), e os frisantes (Frascati, Lambrusco, Vinhos Verdes portugueses, etc.) devem apresentar gás carbônico, observável na taça.
(fonte: academia do vinho.com.br)

sábado, 14 de abril de 2012

Donna Maria - Vinho do Porto

Esta bela canção, de letra pura, traz consigo todo o processo de produção até a comercialização do nosso amado vinho.


Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa
E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia
Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho
E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cavo fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar
Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz
Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal
Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar
Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar

quinta-feira, 12 de abril de 2012

EXPOVINIS 16º Salão Internacional do Vinho 24 a 26 de Abril de 2012



A maior feira de vinhos da América do Sul se consolida ano após ano, já sendo uma referência para todo o mercado de vinhos no Brasil. Sua importância e tamanho vêm crescendo continuamente, tornando-se parada obrigatória para todos os profissionais e amantes do vinho do país.

Além dos importadores e vinicultores brasileiros, muitas delegações de expositores internacionais vêm à feira, formando um mosaico importante de ofertas de negócios e também de pesquisa e conhecimento para sommeliers e enófilos. Tudo junto e disponível, a pedida é focar bastante, degustar e aprender muito!

A feira tem um formato híbrido, com um horário exclusivo para profissionais (de 13 às 17h) e continua aberta ao público até as 21h. O local é o Expocenter Norte, com bom estacionamento, táxi na porta e local para guarda de bagagem. A entrada custa R$ 40 e estudantes de Hotelaria, Turismo, Gastronomia e, Enologia pagam meia, mas o acesso é apenas para quem tem mais 21 anos!

IMPORTANTE: Nunca é demais alertar... com tantos vinhos tão qualificados na feira, muitos visitantes ainda insistem em beber (literalmente) desde o primeiro stand, e em menos de uma hora estão bêbados, incapazes de perceber ou aprender ao degustar, perdendo uma grande oportunidade de conhecer muitas dezenas de vinhos por dia, e – infelizmente - se tornam chatos e incomodam os expositores e os profissionais que ali trabalham ou pesquisam.

Converse com os expositores, prove quantidades mínimas de cada vinho, aprenda a degustar sem engolir e a usar as cuspideiras, e você sairá desse evento de 3 dias sabendo muito mais do que antes. É uma grande oportunidade que não deve ser desperdiçada!

www.expovinisbrasil.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Enófilo, Enólogo e Sommelier

(academia do vinho)

O Enólogo é um profissional formado em Agronomia, com especialização em Enologia, ou formado em uma faculdade de Enologia. No Brasil só existe uma Universidade que oferece este curso, está em Bento Gonçalves na Serra Gaúcha.

As profissões de enólogo e de técnico em enologia foram regulamentadas no Brasil em 2007, pela Lei nº 11.476, de 29 de maio. O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher (nesta fase de cuidado com as plantas ele pode ter o auxílio de um agrônomo). Após a colheita o enólogo define as técnicas de vinificação, os cortes (mistura de uvas), o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado.

O Enólogo precisa tomar decisões importantes durante todo o processo de produção e estas decisões são fundamentais para o resultado final, o vinho.

Agora, Enófilos somos todos nós que gostamos de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é, embora nem soubesse disso. 

Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).

Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier. Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou.
O Sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja (a escolha dos vinhos, a elaboração da Carta de Vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho), bem como das outras bebidas (em alguns restaurantes mais diferenciados ele também é o responsável pelos charutos).
No Brasil até agora não existe uma regulamentação da profissão de sommelier. O projeto está parado no Congresso Nacional. Por este motivo também não há uma escola responsável oficialmente pela formação desses profissionais, nem um currículo aprovado pelo MEC, nem um diploma reconhecido.
Diversas entidades ministram cursos profissionalizantes, como as ABS, as SBAV, os SENAC e várias escolas particulares.

Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens. Sendo assim, com o "equipamento" garantido, cabe às mulheres se dedicar ao estudo dos vinhos e assim ocupar cada vez mais lugar no interessantíssimo mundo do vinho, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.

Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários).
O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele.
É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata.
Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho. É preciso acabar com essa impressão elitista que as pessoas têm do vinho.
No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica!
Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades.
A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho, combinado?
(academia do vinho)