sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tinto Luis Felipe Edwards

Ao chegar em casa pós um dia intenso de trabalho, nada melhor que relaxar com um bom vinho.

A refeição pela qual houvera acompanhado a noite, seria crepe, carne seca e creme de mandioca. O Luis Felipe Edwards, de vintage 2009 acompanhou bem o sabor, por final tendo uma harmonização equilibrada.

Embalagem elegante, o que faz imaginar a promessa de um excelente vinho. Não diria excelente, porém um vinho mediano que deixou muito a desejar. Cor bastante violácea, aroma de frutas vermelhas, sendo percebido um intenso odor de amora fresca. Passado por Barrica de Carvalho, de médio corpo e lágrimas intensas, apresentou-se muito amargo, chegando a ser, até, um tanto quanto desconfortável, porém, depois existe uma melhora, persistindo o sabor no paladar por um bom tempo. Se eu tivesse que dar uma nota de 0 à 10 daria 6,0.

Shiraz ou Shyrah, casta deste vinho, é uma uva tinta de superior qualidade, originalmente proveniente do Caucaso, e conhecida na antiga Pérsia, é talvez a uva vinifera mais antiga do mundo. O nome Shiraz vem da cidade de Shiraz (Iran), onde era muito cultivada na antiguidade. Trazida para o Ocidente, criou raízes "modernas".

Na França, a Syrah ocupa lugar de destaque no centro-leste e no sudeste; no Novo Mundo, a shiraz se destaca na África do Sul e na Austrália, sendo que o famoso Grange supera com facilidade a concorrencia, mesmo dos franceses.

São sempre vinhos saborosos e estruturados; acompanham bem pratos de carnes e aves, e queijos amarelos. Pode ser também uma boa opção para acompanhar fondues e soufflés. Uma outra combinação muito boa é com crêpes salgadas, podendo até acompanhar uma massa, mas vale lembrar uma certa cautela no tempero.

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